segunda-feira, 30 de abril de 2018

Paranoia

Chove muito dentro do meu mundo
Tempestade, fria como a nevasca
Escura como os desejos do imundo
Parede de peles macias descasca

Torre de farpas no metrô infernal
Corpos reanimados pelos chefes
Mulher louca do cogumelo astral
Vendedor de armas mequetrefes

Armaduras e roupas improvisadas
Diagramas e adesivos reciclados
Raivosos com suas vidas ceifadas
Espalham o sangue dos violados

Robôs manchados de genocídio
Amedrontam os jogadores vivos
Cada briga é mais um homicídio
Todos têm os mesmos motivos

Subir até o topo pela recompensa
Enquanto a cidade treme de medo
Leio um livro, minha mente pensa
Felizes os que acordam bem cedo

Meu dia sem você é monocromático
Quando estou contigo sinto as cores
Saio da rotina de ser tão sistemático
Confronto minhas fraquezas e dores

Horizonte

Você me ensinou a me amar
A viver em paz no presente
Pensar antes de demonstrar
Sentimento tão consciente

Manter o equilíbrio ainda cedo
Caminhar nas ruas sem medo
Objetivos de vida bem definidos
Admirar espíritos amadurecidos

Nesta travessia de aprendizado
Levamos apenas as experiências
Deixamos as marcas do legado
Conquistando as independências

Não há descanso para os madrugas
Temos que lidar com sanguessugas
Profissionais que são mal formados
Que Deus abençoe os atormentados

Pessoas serão pessoas, imperfeição
O que nos faz únicos neste planeta
Erramos às vezes, parte da evolução
Tenhamos paz ao girar a maçaneta

Da porta do amanhã à nossa frente
Pois o que nos aguarda é coerente
Com nossas atitudes e memórias
São nossos dias de lutas e glórias