quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Vingador Destemido

Chego em casa um pouco mais tarde
Ao ver tudo quebrado meu rosto arde
Viciados mataram minha esposa e filha
Mafiosos controlam a cidade nessa ilha

Avisa a fita amarela que isola a cena
Cuidado, homem sem nada a perder
Nada vai acabar com a dor de sofrer
Bebidas e fotos antigas, é uma pena

Com analgésicos minha dor não morre
Os fogos do inferno não param as balas
Fazer com que a pele do corrupto torre
Bandidos e cartuchos entopem as valas

Eu não sei sobre os anjos, mas é o medo
Que dá asas aos homens, acordam cedo
Dormem tarde para garantir seu almoço
O piano toca a melancolia deste colosso

Ex-policial, fugitivo em busca de vingança
Drogas sempre destruíram famílias
Traficantes vagam no vácuo milhas
Sinto de todos hoje uma tal desconfiança

Uma história cujo tormento não tem fim
Ressacas matinais, tiroteios sangrentos
Passado gravado para sempre em mim
Meu nome é Max Payne

Guardiões Fantasmas

Planetas e galáxias não nos separam
Sem tempo ou lugar para chamar de lar
Universos inteiros as naves exploram
Atrás de paraísos e sonhos vamos voar

Há mais que o que pode ser conectado
Metamorfose criada na solitária infância
Lutamos para que o mal seja derrotado
Não nos deixemos sucumbir à ganância

Protegemos os inocentes com a vida
Obedecemos o contrato com a morte
Do destino final a alma jamais duvida
Garotas poderosas são o nosso norte

Somos os gênios incompreendidos
Choramos pelo desprezo e confusão
Doces companhias dos desiludidos
Memórias me perseguem na solidão

Desculpe mas não entendem os versos
Minha poesia aqui nunca fez sentido
Ignoram meus pensamentos perversos
Todos inúteis e elas haviam mentido

Escola das pancadas é nossa origem
Te vejo mas você não está aqui comigo
Vou até a rosa no centro da vertigem
Meu sonho era ser mais que seu amigo

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Estrela da Manhã

Deixe-me te envolver com meus braços
O que há de errado comigo? Não entendo
Sinto saudades de uma garota, abraços
Baixo desempenho que não compreendo

Negação da realidade seguida de tristeza
Melancolia é assistir a morte da natureza
Decepção acompanhada com depressão
Ascende o primeiro dos caídos, explosão

Recluso em seu mundo, excluso na vida
Uma vez a estrela da manhã, luz inocente
Hoje é a escuridão imperfeita da avenida
Foi renegado, rejeitado, morreu indecente

Porém nem tudo são espinhos de cobre
Sensação elétrica do meu espírito nobre
Cavaleiro galático retorna do vácuo cheio
De sonhos abstratos no calor do teu seio

Há tempos que eu não concretizo poesia
Para uma garota cujo sorriso e seu olhar
Simpático e leve alegram a manhã do dia
Deixe-me segurar tuas mãos ao te beijar

Teus desenhos colorem minhas ideias
Referências e personagens em plateias
Viagens ao outro lado do ciano planeta
Pedidos sinceros ao passar do cometa

Me perdoe por ter passado tanto tempo
Sem te dizer meus puros sentimentos
Teus cabelos e teus risos eu contemplo
Não quero viver com arrependimentos

Como um tempero de páprica na vida
Músicas mudam o ritmo desta corrida
Focando nos estudos iremos em frente
Sorrindo somos sãos de corpo e mente

As memórias confusas e fragmentadas
São como os rabiscos no meu caderno
Entre longas ruas e luzes desorientadas
Meu ego morre para o universo externo

Não tento mais por medo do mesmo fim
Resposta será não e jamais um feliz sim
Talvez eu seja um robô tentando amar
Que motivos tenho para não me matar?

Por que eu me sinto mais criativo caído?
Nasci para escrever programas e versos
Anjo das galáxias vazias terminou traído
Espelhos levam aos paradoxos reversos

Deuses nunca existiram, morremos sós
Os anciãos deixaram as ruínas para nós
Totem da destruição que vaga nas areias
Começa o canto melancólico das sereias

sábado, 5 de novembro de 2016

Redenção

Talvez eu encontre redenção no inferno
Ouvindo o mantra da morte lentamente
Elas me matarão de novo neste inverno
Bruxas fazem os feitiços sensualmente

A resposta para tudo é a temida morte
Monge psicopata entende a força do ar
Valentões picotados não tiveram sorte
Cabeças penduradas no desolado altar

Ruídos da guitarra distorcidos e agudos
Paz de espírito é meu banho de sangue
Corte o pulso com objetos pontiagudos
Voz do espelho se cala em um instante

Tenho uma dívida com a humanidade
Não me importo em pagar com a vida
Dar aos falhos sua sonhada liberdade
Respiro as faíscas da nação desunida

Eu sou a semente da discórdia, o diabo
Virgens defloradas em ritual de sábado
Absorvi muito ódio das almas perdidas
Pessoas vagam no vácuo adormecidas

Minha saúde mental está piorando
Eu fito o abismo, está me sugando
Preciso derrotar a serpente colossal
Fonte do caos e decepção espiritual

O ninja queria ser imortal como a cobra
Trocando de corpos como escamas
Vendeu sua alma à perdição sem sobra
Engana garotas carentes em camas

Meu nemesis me diz para desistir
De tentar conquistar uma donzela
Pois apenas consigo fazê-la sorrir
Aguardo o fim olhando pela janela

Cicatriz superficial na minha testa
Sangra o coração do homem mau
Vontade que tenho em cada festa
Derrete abaixo da cachoeira de sal

O passado não pode ser desfeito
Na fonte da sabedoria me deleito
Tudo aquilo que meus olhos viram
Memórias felizes e tristes oscilam

Desde imagens proibidas apagadas
Até guerras do futuro premeditadas
Esquecer dos quadros é a salvação
Não guardo comigo apenas solidão

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Pirâmide Vermelha

Alguns humanos gostam de sofrer
Sou apenas um amigo, quero viver
Velho para umas e jovem para outras
Trouxas e soberbos merecem surras

Eu sou uma sombra no fim do corredor
Sou o primeiro, giro o carrossel obscuro
Pesadelo dos criminosos, seu executor
O seu sangue escorre no infinito escuro

Carrasco arrasta a faca gigante no chão
Indiferença entre certo e errado, neblina
Honestos e sinceros vocês nunca serão
Visitantes ficarão perdidos nessa colina

Tenha cuidado com as suas palavras
Você pode morrer engasgado com elas
Morrer sozinho afastado de mentiras
Esquecido como os infelizes sentinelas

Não consigo mais sorrir normalmente
Armas de sangue pela podre semente
O último sorriso será do ovo quebrado
Cantando a maldição do gênio isolado

Pica-pau com veneno em seu coração
Mantém a esperança com seus amigos
Sobrevivem ao espetáculo da perdição
Estrelas brilham em abraços e carinhos