quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Estrela da Manhã

Deixe-me te envolver com meus braços
O que há de errado comigo? Não entendo
Sinto saudades de uma garota, abraços
Baixo desempenho que não compreendo

Negação da realidade seguida de tristeza
Melancolia é assistir a morte da natureza
Decepção acompanhada com depressão
Ascende o primeiro dos caídos, explosão

Recluso em seu mundo, excluso na vida
Uma vez a estrela da manhã, luz inocente
Hoje é a escuridão imperfeita da avenida
Foi renegado, rejeitado, morreu indecente

Porém nem tudo são espinhos de cobre
Sensação elétrica do meu espírito nobre
Cavaleiro galático retorna do vácuo cheio
De sonhos abstratos no calor do teu seio

Há tempos que eu não concretizo poesia
Para uma garota cujo sorriso e seu olhar
Simpático e leve alegram a manhã do dia
Deixe-me segurar tuas mãos ao te beijar

Teus desenhos colorem minhas ideias
Referências e personagens em plateias
Viagens ao outro lado do ciano planeta
Pedidos sinceros ao passar do cometa

Me perdoe por ter passado tanto tempo
Sem te dizer meus puros sentimentos
Teus cabelos e teus risos eu contemplo
Não quero viver com arrependimentos

Como um tempero de páprica na vida
Músicas mudam o ritmo desta corrida
Focando nos estudos iremos em frente
Sorrindo somos sãos de corpo e mente

As memórias confusas e fragmentadas
São como os rabiscos no meu caderno
Entre longas ruas e luzes desorientadas
Meu ego morre para o universo externo

Não tento mais por medo do mesmo fim
Resposta será não e jamais um feliz sim
Talvez eu seja um robô tentando amar
Que motivos tenho para não me matar?

Por que eu me sinto mais criativo caído?
Nasci para escrever programas e versos
Anjo das galáxias vazias terminou traído
Espelhos levam aos paradoxos reversos

Deuses nunca existiram, morremos sós
Os anciãos deixaram as ruínas para nós
Totem da destruição que vaga nas areias
Começa o canto melancólico das sereias

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