sábado, 17 de dezembro de 2016

Anomia

Minhas lágrimas rasgam o meu rosto
Acho que fomos sinceros demais, irmão
Solidão será nossa sina, o meu posto
Voltar no tempo será minha inquietação

Eu a fiz rir mas foi apenas um sonho tolo
Palhaço das almas solitárias, um consolo
Um meteoro para destruir este planeta
Nosso futuro na ponta de uma caneta

Há sociopatas vivendo entre nós, jovem
Não se esqueça disso, não lhes convém
Nada dura neste mundo todo superficial
Hipocrisia reina na sociedade intelectual

As pessoas trocam os seus parceiros
Como trocam suas roupas diariamente
Metrópoles destruídas por arruaceiros
Preliminares onde ela goza loucamente

Tento esquecer aqueles dias de ilusão
Pago os pedágios da vida em confusão
Os melhores momentos são lembrados
Como dias sem fim, prazeres apagados

Nesta cidade eu sou um robô senciente
Trafego as memórias do subconsciente
Caveiras e pentagramas agitam a rave
Boates de luzes e chuva de som grave

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