quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Colapso

Não acredito mais em um bom futuro
Gênio que morrerá sozinho no escuro
Minha frieza é só uma casca de cristal
Perda de sanidade em nível intelectual

Uma vez amei uma garota vampira
Ela não demonstrava sentimentos
Meus poemas aumentaram sua ira
Afogou o rancor e ressentimentos

Viu seus sonhos escorrerem pelo ralo
Junto com lágrimas de anjo rejeitado
Um garoto com a coragem de um rato
Caminhando num mundo injustiçado

Meu coração se partiu em fragmentos
Infinitos dolorosos eternos momentos
Somente esquecidos quando descanso
Porém de tanto relembrar eu me canso

Agora só quero te dizer o que sinto
Sigo minha sinceridade e o instinto
De quem não quer te ver chorando
Olhando teu sorriso contemplando

Existe apenas um final triste na vida real
Ruptura da ilusão pela realidade tardia
Após minha morte nunca mais serei leal
Me tornei o vilão destruído da profecia

Depois de tantas falhas desisti
Valeu a pena perder meu tempo
Nas terras que nunca descobri
Agora eu desapareço ao relento

Então não se vê mais nada
Uma jovem na praia pelada
No vácuo tive um relapso
Começo do meu colapso

Umas vezes fui demasiado tímido
Outras me comportei como um cão
Estou em pânico, um ego insípido
Nunca encontrei o equilíbrio, padrão

Estarei longe desse reino de marionetes
Livre das frescuras dos seres humanos
Manter minha sanidade com garçonetes
O justiceiro nega os direitos dos manos

Contaminação dos servos da ignorância
Maldito exército do politicamente correto
Ovelhas que são movidas pela ganância
Enfiem suas ideologias de merda no reto

Pegarei pesado com as criaturas frágeis
Cobaias e vítimas de negócios rentáveis
Indústria do prazer controla as correntes
Escravas sexuais treinadas e obedientes

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