sábado, 5 de novembro de 2016

Redenção

Talvez eu encontre redenção no inferno
Ouvindo o mantra da morte lentamente
Elas me matarão de novo neste inverno
Bruxas fazem os feitiços sensualmente

A resposta para tudo é a temida morte
Monge psicopata entende a força do ar
Valentões picotados não tiveram sorte
Cabeças penduradas no desolado altar

Ruídos da guitarra distorcidos e agudos
Paz de espírito é meu banho de sangue
Corte o pulso com objetos pontiagudos
Voz do espelho se cala em um instante

Tenho uma dívida com a humanidade
Não me importo em pagar com a vida
Dar aos falhos sua sonhada liberdade
Respiro as faíscas da nação desunida

Eu sou a semente da discórdia, o diabo
Virgens defloradas em ritual de sábado
Absorvi muito ódio das almas perdidas
Pessoas vagam no vácuo adormecidas

Minha saúde mental está piorando
Eu fito o abismo, está me sugando
Preciso derrotar a serpente colossal
Fonte do caos e decepção espiritual

O ninja queria ser imortal como a cobra
Trocando de corpos como escamas
Vendeu sua alma à perdição sem sobra
Engana garotas carentes em camas

Meu nemesis me diz para desistir
De tentar conquistar uma donzela
Pois apenas consigo fazê-la sorrir
Aguardo o fim olhando pela janela

Cicatriz superficial na minha testa
Sangra o coração do homem mau
Vontade que tenho em cada festa
Derrete abaixo da cachoeira de sal

O passado não pode ser desfeito
Na fonte da sabedoria me deleito
Tudo aquilo que meus olhos viram
Memórias felizes e tristes oscilam

Desde imagens proibidas apagadas
Até guerras do futuro premeditadas
Esquecer dos quadros é a salvação
Não guardo comigo apenas solidão

2 comentários:

  1. Nossa mano, mas que texto mais foda, sinceramente você é um exímio escritor, muito sucesso na sua escrita

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