quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Entalpia da Libido

A pergunta está nas músicas que canto
A resposta está nos olhares do encanto
Poemas que pintam os quadros da vida
Mais que o tempo de uma longa partida

Se manter firme e forte a todo instante
Depois de todas as tentativas falhadas
As vozes que falavam sobre o amante
Agora estão todas em um livro caladas

O que será que eu não sei sobre tudo?
Caminhando em um universo espelhado
Qual seria aquela conversa lá no telhado?
Vejo através do triste coração de veludo

Estirado no chão, ninguém sabe a altura
Como também nunca souberam entender
Que o motivo nunca fora o trauma idiota
Cartas jogadas ao corredor, desde nascer

Os anos prensados nas costas do tarado
Assim foi e assim será xingado e julgado
Pela santa hipocrisia nas fés e doutrinas
Pregadas nas mentes inocentes e fracas

Tive uma vida estressante de pouco sono
No agosto passado senti minha força cair
Levada pelo vento como folhas no outono
Hoje me pergunto com quem eu devo sair

Depressão atrofia os músculos, que pena
Pessoas morrem para opiniões, que cena
Tecnologia vicia, a radiação nos celulares
Zero ódio, zero intolerância, escuto mares

Digo verdades que ferem os adormecidos
Por que somos batizados na ignorância?
Muita violência, preguiça com arrogância
As cortinas caem, livros desconhecidos?

Não acomode-se com respostas curtas
Talvez tenha sido muito amor e poucos
Dias para contar a saudade que comia
Minha mente por dentro durante a noite

Os teus braços podem me levar até lá
Fora do campo magnético da solidão
Sonho com o que eu ainda não disse
Saber que afinal eu não amei em vão
E vou continuar amando, por que não?

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