Cansado de viver preso nas memórias
Os mesmos sonhos remoídos em fios
Todas as manhãs as mesmas histórias
Sinto meus pesadelos mais sombrios
Tento ser feliz com o que me restou
Satisfação temporária por simulação
Vestígios de um passado que dizimou
A esperança de uma eterna realização
Uma vontade boba, caminho sem rumo
Não consigo achar a saída do labirinto
Perdido em um tempo parado, eu sumo
Do mundo real e sobrevivo por instinto
Aos olhos do purgatório, que tudo veem
Canto mais alto que o grito do silêncio
Mas apenas os mortos me ouvir podem
Encantado pela ciência, solitário gênio
Iludido pela própria ingenuidade
Tomou a decisão de desaparecer
Perseguiu caminhos da vontade
Amou e morreu e parou de sofrer
Como eu me deixei levar?
Meu velho espírito padece
Não posso me apaixonar
Pois já sei o que acontece
Nenhum comentário:
Postar um comentário