Noites mal dormidas
Garotas mal comidas
Explorador de jazidas
Tesouros das arábias
Monstro que se criou dentro do espelho
Nada mais que uma sombra do que era
Ácido corroendo o frasco do desespero
Líquido que escorre do coração da fera
Para acalmar a besta, água fria bastou
Seios perfurados por onde sonhos vazam
Crimes sem suspeitos, jovem se matou
Vozes ecoando no vácuo então se calam
O poder de minha imaginação
Cria prisões, rosas da perdição
Em cobertores de repleta paixão
A neblina afogando a depressão
Estou quieto aqui no meu canto
Meu mantra é paciente encanto
Não descanso até achar a saída
Um churrasco de tarde distraída
Posso ver além das superfícies
Através das roupas e vergonhas
Medos e intenções das espécies
Vejo suas fantasias medonhas
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