Piadas sem graça
Muros sem massa
Como um animal solto na selva cinza
As chuvas que lavam a hipócrita tinta
Dos carros e das estradas empoeiradas
Jeans roçando peles claras em morenas
Focados nas curvas
Olhos de um voyeur
Profecias não prometem curas existentes
Afogando os sonhos no mar da realidade
Esperando o Sol deixar de nascer no leste
Quando as Luas apontarem a sinceridade
Gravada profundamente no tempo zero
Bulbo em desequilíbrio
No ventre dela depositar amor singelo
Ponteiros do desperdício
Aqueles seios da juventude
Esquentavam o beijo no abraço e sabor
Braços envoltos na virtude
Mãos unidas no descobrimento do amor
Bebo chá para lembrar
E cerveja para saudade
Daquele sonho surreal
Tento eu me despertar
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