sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Morrer Virgem

Uma forma muito limitada de pensar
É o que impede o mundo de avançar
Caminhos decididos antes da queda
Pagam o imposto na mesma moeda

Quero uma mulher e não uma boneca
Alter ego de uma imperfeita perfeição
Quero abraço apertado com a sapeca
Tudo se foi, memória durante o verão

Não deixe nada para dizer depois
Deixamos de dizer o que sentimos
E quando vemos já é muito tarde
Para dizermos o que queríamos

Nada se esqueceu, dor durante o inverno
Solidão ardente sob o pôr do Sol quente
Ossos tremem de frio no gelado inferno
Corvos sobrevoam as planícies da mente

E não sei dizer pois não sei explicar
Hoje estou em paz, morrer e aceitar
Lenta transição brusca da adolescência
Contemplando a tulipa em sua essência

Onde a ciência põe em evidência
Comprova as leis da exuberância
Relógios planam sobre a incoerência
Tamanha extravagância da ganância

Nenhum comentário:

Postar um comentário