Cobalto do mar, lua de mel de carmesim
Quatro milênios passam rápido pra mim
O ser que vive no caos despreza a ordem
Não servimos, somos legião, a desordem
Maldição de dizer as coisas por impulso
Senso de justiça distorcido e catástrofes
Pessoas diferentes desaparecem à noite
Espero um instante há anos, meses, dias
Despertaram a ira do palhaço assassino
Venho de muito longe para um momento
As sombras vagam ao toque de um sino
Macabro, sirene, perdição, esquecimento
Impostos atrasam o sono do trabalhador
Chapéuzinho vermelho beijou o lenhador
Transaram como lobos selvagens uivam
Na minha mente fértil fantasias inspiram
Tormento cujo prestígio fica na faculdade
É muita impunidade para pouca liberdade
Autista, apanhador no campo de centeio
Sem pudor, eu admiro a rainha do rodeio
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