De cabelos castanhos e olhos ao longe
Com as mãos firmes e rápidas no golpe
Meu cachecol vermelho dança ao vento
Honrando meu propósito no olhar atento
Dura vida onde os espertos não sofrem
Meu juramento faz a noite nunca ser dia
Palavras sem atitudes de nada servem
Amargar a alma amando a gata que mia
Para todos os lobos malandros de becos
Minha tensão se torna a atenção deles
As gargalhadas perpetuam vivas neles
Pintam os céus de sangue e lábios secos
Quando sou lembrado de que meu sonho
É uma frustração, ondas em águas rasas
Respingam a realidade que não disponho
Promessas de amor e pegadas sem asas
Corro pelos prédios altos sem temer cair
O ninja que vive pelas sombras sem sair
De seus trilhos e não conforta com amor
Sua alma amaldiçoada, rastros de rancor
A névoa não pode mais me deter
Eu sou um vigilante do deserto
Aquele que nada sabe ao certo
A espada suga ao meu submeter
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