Um palhaço que esconde suas lágrimas
A pétala de bronze que repousa na água
O hibernar de uma loba, a neve contínua
Um pesadelo no parque e suas lástimas
O horizonte enterrado em ossos e cinzas
Uma ferida no braço de um homem besta
Que não consegue mais contar as pintas
As sementes do conhecimento na cesta
Metáforas da terra, os lordes fantasmas
A paisagem no pôr do Sol vista pelo tolo
Uma roupas caindo no piso em chamas
O último andar da torre serve de consolo
Xadrez e damas que regem as batalhas
Copas das rainhas do rodeio guerreando
Hinos cantados, vivos heróis marchando
Matem todos, não podem viver canalhas
Ela me empurra para longe dela ventania
Dou passos para trás sem meu juízo final
Um palhaço, uma loba, a pétala de bronze
Todos guardiões de uma mesma sintonia
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