quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Obcecado

Você nem pode reclamar
Das pessoas que não gostam
De pessoas e preferem amar
Coisas além de gente que odeiam

Muito e não sabem nada
Você também já foi assim
Pior ou não que uma facada
Jogou flores para trás enfim

Se talvez elas nunca te amarão
Não serão poemas nem sonhos
Que elas, tudo ou algo mudarão
Abandone seus medos medonhos

Vício trocado por tentativa de amor
Aqueles carinhos de um futuro nulo
Penetram na mente e apagam a dor
Nunca descansarão no meu túmulo

Me perguntem todos os egos agora
Por que parece indireta para a alma?
Essa fruta deliciosa chamada amora
Não chega aos pés da nossa calma

Obsessão que eu não sei entender
Onde foi que eu perdi minha sanidade?
Preço da cara custa só saber viver
Porém me falta e resta essa igualdade

Nem tudo ao mesmo tempo e espaço
Para lhe dizer aquilo que nunca disse
Quantos anseiam sentir um amasso
Sempre haveria uma porta que abrisse

Acho demais, tudo é muito lento pra mim
É só questão de deixar rolar e não mentir
Vinte anos não é para sempre por um sim
Nessa legião urbana apostando pra sentir

A poesia na música dentro das palavras
Perfeição não existe mas eu toco teclado
Crescem crianças felizes em suas casas
Sorte e azar de ter um coração obcecado

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